Crise no Estreito de Hormuz: EUA ainda não estão prontos para escoltar petroleiros

Crise no Estreito de Hormuz: EUA ainda não estão prontos para escoltar petroleiros
Crise no Estreito de Hormuz: EUA ainda não estão prontos para escoltar petroleiros (X @USNavy)

A Marinha dos Estados Unidos ainda não está preparada para iniciar a escolta de navios petroleiros pelo Estreito de Hormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo.

A informação foi confirmada pelo secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, que afirmou que a operação deverá ocorrer em breve, possivelmente até o fim do mês, mas que neste momento os recursos militares americanos estão concentrados em reduzir as capacidades ofensivas do Irã. O plano surge em meio à intensificação dos ataques iranianos contra embarcações comerciais na região, enquanto o novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, promete manter o estreito fechado ao tráfego marítimo.

A possibilidade de escolta naval já havia sido mencionada pelo presidente Donald Trump no início de março, quando declarou que a Marinha americana começaria a acompanhar petroleiros pelo estreito “o mais rápido possível”. No entanto, a confirmação de que a operação pode demorar semanas aumenta a preocupação dos mercados internacionais de energia, que já sofrem pressão devido ao conflito. Analistas alertam que reabrir totalmente a rota pode exigir ações militares mais complexas, incluindo operações terrestres para controlar áreas do litoral iraniano próximas ao estreito.

Mesmo sem tropas em terra, especialistas destacam que escoltar petroleiros seria uma missão extremamente arriscada. Navios de guerra envolvidos na operação estariam expostos a ameaças como mísseis antinavio móveis lançados a partir da costa iraniana, além de minas marítimas. Autoridades ocidentais afirmam que o Irã pode ter começado a instalar minas no estreito, o que dificultaria ainda mais a navegação durante um conflito armado. Enquanto alguns analistas defendem a redução das tensões como melhor solução, autoridades americanas argumentam que navios iranianos e chineses ainda transitam pela área, indicando que a rota não estaria totalmente minada.

+Embraer apresenta KC-390 Millennium na Polônia

Paralelamente, a campanha de ataques contra embarcações comerciais continua em outras partes da região. Dois navios petroleiros foram atingidos e incendiados em águas do Iraque, próximo ao porto de Basra, causando ao menos uma morte e obrigando a interrupção das operações petrolíferas do país. Relatos iniciais indicam que as embarcações podem ter sido atingidas por veículos de superfície não tripulados.

O agravamento do conflito no Oriente Médio também provocou forte impacto no mercado global de energia. O preço do petróleo Brent voltou a ultrapassar a marca de 100 dólares por barril, enquanto a Agência Internacional de Energia anunciou a maior liberação de reservas estratégicas de petróleo já realizada para reduzir temores de escassez. Ao mesmo tempo, autoridades americanas estimam que apenas os primeiros seis dias da guerra contra o Irã já custaram mais de 11 bilhões de dólares aos Estados Unidos, demonstrando o alto preço financeiro e estratégico da escalada militar na região.

Fonte: The War Zone | Foto: X @USNavy | Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial

Back to top